Vejo uma falsa aurora,
Provocada por holofotes

Vejo o rio a ser contaminado de noite,
Vejo as luzes do cais
E do comboio que passa

Oiço o barrulho dos carros

E tudo isto, assisto, sem graça!

Não há piada na poluição,
Nã há graça na morte,
Mas se nós morressemos,
O planeta teria uma mais que infima sorte!

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