Morri no dia em que nasci,
Deixei de ser o todo ou o nada,
Deixei de ser hipotese ilimitada!
Prenderam-me a um corpo; um tumulo!
E assim, agora, sou mais um:

Mais um ponto,
Mais um marginal,
Mais um numero!

Mais um filho do desejo carnal,
Orfão de carinho...
Mais um ser a procura de caminho!

Só espero não tar cá depois do Fim...

5 comentários:

disse...

Reconfortada pelas palavras calorosas^^ [podia ter simplesmente agradecido a simpatia mas desde já te digo que sou meia anti-obrigadas xD acho que só se devem guardar para as grandes coisas. elogiar-te-ei se o mereceres. não é simpatia é valor e sinceridade não se agradece: gosta-se e aquece a alma.]

Bom, percorri os três blogs [acho piada como és metódico - bom talvez não seja o termo. Organizado talvez - Cada um com a sua função. E depois pensei no meu: uma rebelia de estilos. Sorri. Serei sempre assim composta de contrastes :)] Apreciei mais deste é mais pessoal.
:)

Gosto deste poema.
Não sei porquê mas às vezes descarrego toda a raiva no meu corpo. Repugna-me. Faço-o desde sempre. Quando estou em ponto de saturação começo a asfixiar-me dentro deste. Vejo-o como um mero depósito da minha alma. Limita-me tanto :x acho que é por não sentir que pertenço aqui - foi sempre assim.

"Morri no dia em que nasci,
Deixei de ser o todo ou o nada,
Deixei de ser hipotese ilimitada!
Prenderam-me a um corpo; um tumulo!"

vim do sitio onde pertenço para aqui, com uma suposta missão, enclausorada num corpo - matéria só matéria - fiquei num sitio onde ser diferente e sonhar é quase condenado. A minha singularidade é rejeitada, não posso voar e as pessoas - carne só carne; cadê a alma? a vida? - fecharam-se sobre as suas mentes, essas que de tão trbalhadas são todas iguais. triste sitio. Um dia vou embora (:

divagações ... mais umas entre tantas -.- gostei :)

disse...

Sabes que já divaguei sobre isso. E acabo sempre por chegar à mesma questão. Acho que o nosso aspecto exterior é o contrario do nosso interior. são anatagónicos. Repara que os piores psicopatas são pessoas que tem um ar mais calmo que as pessoas que têm depressões. Estas normalmente até são por norma mais efusivas e caiem numa apatia. Os psicopatas sofrem desvairos de loucura e prazer quando actuam e acabam vitimas do mesmo. Tudo porque o seu interior foi descoberto por eles. [Não sei se me estou a explicar bem -.- mas ainda faço disto um post um dia. xD]

Por exemplo exteriormente és metódico - de certa forma - vais negar? (: mas isso leva-me a querer que provavelmente tens um turbilhão interior. Serás talvez mais pacato que eu mas és capaz de vir a surpreender, mais que eu, se algum dia deixares esse turbilhão assomar à superficie.
Eu sou tão feita de contrastes que me leva a pensar que sou assim porque necessito de expelir tudo aquilo que possa fazer "cociguinhas" dentro de mim. E quando algo me atinge, quando eu não tenho os meus mantos - esses que me cobrem e me protegem - atinge-me em profundidade e o meu interior vacila porque o caos não existe nele. Está tudo bem arrumado ali e o que não está. Está enterrado para que não cause disturbio. Não sabe lidar com isso.
Tu sempre viveste com essa roda viva dentro de ti e enfrentarás melhor. Estarei certa?

"Não é no metodo que se vê ou não o contraste dentro de uma só alma..."

disse...

A maioria dos psicopatas acaba vitima da sua loucura. Só poucos estão na realidades conscientes do que fazem e lidam com o prazer da forma mais fria e calculista que se possa imaginar. [são os que eu mais gosto claro!]
O meu mundo é o dos disturbios. ADORO. [é um bocado traste estar a dizer isto mas é mesmo assim x)]

Confunde-se pureza com ingenuidade é o que eu penso. ingénuos há muitos, tótós mais ainda. Ignorantes aos montes. E tudo isto é rotulado de puro. Quando não o são tem apenas preguiça de crescer, evoluir e mascaram-se de ser indefesos rotulados de puros.

Um esquizofrenico, um autista, esses sim são puros. Não conhecem a realidade vivem no seu mundo. Mas depois enxergam-lhes normas e mais normas, puxam-nos à força para este mundo para quê? para perderem a pureza.... coisas !

disse...

o normal é aquilo que tomamos por mais estável. tudo tem uos seus cinzentos mas há uma dita linha de normalidade fundada pelo mais comum...

Numa relação é o mais estável de ambos os lados - Isto tem um nome em psicologia mas não me lembro :x

beijinho*

disse...

aahah pois. o que importa é lembrar no que consistem não no rotulo somente.

nunca lembro de nome algum :)