A minha precepção...


O meu traço é perfeito,
Mas me agoira...

Pois me insatisfaço com obra feita,
Que não seja capaz de melhorar...

Minha ambição desfecha,
Minha aspiração a lograr;
Obra que não se mexa
Mas tenha asas para voar!

E minha tecnica, bruta,
Fruto que enriquece minha tropega alma,
Vê seus feitos, a minhas mãos, se desenlevar!

Ela que retrata outros, seus, companheiros, nus,
Na sua forma - calma, cinzenta, e manchada!
Não se vê senão carregada de cor baça...
(Da corrompida flor que nela jaz!)

4 comentários:

disse...

gaffe: perspectiva.
fui li e tem muito a ver comigo.
tem muito e tão pouco.
eu acho que já conhecia o texto ou então não... não sei. já li semelhantes. é a tipica matéria que discutes muito em psicologia, filosofia e até história. sou humanista e tenho a sorte de ter como pedagogos (que acima de tudo são pessoas ;com as letrinhas todas e bem grandes e no sentido melhor da palavra) que nos querem formar como mentes activas e não apenas despojar conteudos.
amanhã exponho-te a minha opinião. hoje já é tarde e não me apetece (:

disse...

eláh! salientaste algo nos meus escritos pela positiva :o :o

x) tens a certeza que não encontras algo por onde pegar e contrariar? :)

disse...

não me apetece -.-'
quando tiver vontade eu faço-o.
tenho a mente demasiado ocupada.

deixa-me vivenciar isto. estou voltando a mim :)

Marta Vasil (pseud.de Rita Carrapato) disse...

Diogo

Passo apenas para te desejar um bom 25 de Abril e dizer-te que voltarei aqui e que já fui dar uma olhadela à publicação que me recomendaste, mas preciso de tempo para o comentar com alguma seriedade.

Um beijo

MV